SOBRE O MUSEU


A criação do Museu de Ciências da Terra ocorreu em 1907. O prédio, atualmente em obras, está situado no bairro da Urca, a poucos metros do Pão de Açúcar, importante corredor cultural e turístico da cidade do Rio de Janeiro, em um imponente prédio de estilo neoclássico tardio tombado. A gestão administrativa e operacional do Museu de Ciências da Terra é de responsabilidade do Serviço Geológico do Brasil - CPRM, empresa pública federal do Ministério de Minas e Energia.

Nosso valioso acervo, um dos mais ricos da América Latina, é constituído por coleções de minerais, meteoritos, rochas, fósseis e documentos únicos relacionados à memória geológica. São mais de 10 mil amostras de minerais (brasileiros e estrangeiros) e de meteoritos, além de 12 mil rochas e 35 mil fósseis catalogados. Nossa biblioteca contém em torno de 100 mil volumes de publicações relacionadas à área de geociências. Há ainda uma linda biblioteca infantil. Nestes espaços desenvolvemos oficinas e atividades educativas e culturais, proporcionando interação e entretenimento para o público.

Nossas coleções resultam do trabalho realizado por várias gerações de profissionais que passaram pelo antigo Serviço Geológico, pelo Departamento Nacional da Produção Mineral – DNPM (atual Agência Nacional de Mineração), pelo projeto Radambrasil e mais tarde pela CPRM, proporcionando às novas gerações testemunhos da geologia e da história da vida na Terra. Dessa forma, o museu exerce uma importante função educativa, cultural e de preservação do patrimônio científico junto à sociedade.

No Museu de Ciências da Terra, o público pode conhecer a história de 4,5 bilhões de anos da Terra. Nessa incrível jornada, é possível acompanhar a evolução de bilhões de anos, conhecer espécies extintas, ver como eram as grandes preguiças e os mastodontes que viveram na Era do Gelo, saber mais sobre a Era dos Dinossauros e conhecer a vida nos antigos oceanos. Nossas exposições contam também com raros ovos de dinossauro e com uma impressionante coleção de meteoritos - fragmentos que chegaram à Terra depois de viajarem pelo espaço por milhões ou mesmo bilhões de anos!

Além disso, você descobre de que é feita a casa em que vive, o ônibus em que anda e o celular que usa, entendendo quais minerais estão presentes nos diversos objetos de seu cotidiano e porque são fundamentais para o desenvolvimento da civilização.


HISTÓRIA

Em 1908, data do primeiro centenário da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, as elites republicanas compartilhavam a proposta de exibir para o mundo todo a modernidade e o esplendor da cidade. Para isso criaram, neste mesmo ano, a Exposição Nacional (agrícola, pastoril, industrial e de artes liberais) em comemoração ao Centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas, que reuniu mais de um milhão de visitantes.

O Palácio da Geologia, o qual abriga hoje o Museu de Ciências da Terra, foi erguido na Praia Vermelha para sediar o Palácio dos Estados. O prédio do Palácio dos Estados foi o principal pavilhão da exposição, com área de 7.600 m² e 91 salas para uso dos vários estados e de instituições. De todos os prédios, somente ele permaneceu com as características próximas ao da sua construção.

Em estilo neoclássico, com uma suntuosa escadaria esculpida em gnaisse, conhecido como gnaisse Rio de Janeiro, o edifício se constitui como um notável exemplo da utilização dessa pedra fora da área central do Rio de Janeiro. Possui dezenas de obras de arte, algumas tombadas, e três pinturas de Antônio Parreiras.

Em novembro de 1909, o Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil instalou-se no edifício, juntamente com outros órgãos do Ministério da Agricultura. No dia 23 de maio de 1973, ocorreu um grande incêndio no bloco cedido ao DNPM, que consumiu mais de 160 mil livros, comprometendo grande parte da estrutura física do prédio e, consequentemente, o espaço para exposição e acervo.

Em 24 de novembro de 1992, o então Ministro das Minas e Energia assinou portaria que dava o nome de Museu de Ciências da Terra às coleções de minerais, meteoritos, rochas, fósseis e documentos relacionados com a memória geológica do país. E, em 11 de outubro de 1994, é efetivado o processo de tombamento (nº 12/002286/92) do prédio pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1969, a CPRM foi fundada e em 2012 tornou-se responsável pela gestão administrativa e operacional do Museu de Ciências da Terra. A história institucional do museu se entrelaça com o esforço para institucionalizar a ciência no Brasil e a construção da história das geociências no país, marcada pelas contribuições do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, pelo conhecimento produzido pelo Departamento Nacional da Produção Mineral - DNPM (atual Agência Nacional de Mineração, que hoje se consagra como fiscalizadora das riquezas geológicas do país) e pelas competências de seu atual gestor: o Serviço Geológico do Brasil - CPRM. A essa casa cabe, por delegação da lei, com fulcro na Constituição Federal, ser o depositário oficial dos dados e informações sobre geologia, recursos minerais e recursos hídricos do nosso território.



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Fachada do Palácio da Geologia nos anos 70
Martelos e Picareta usados por Paleontólogos em busca de fósseis
Rotunda do prédio que abriga o Museu de Ciências da Terra. Nesse local o Presidente Afonso Pena inaugurou a Exposição de 1908.
Reconstituição da cabeça do Crocodiliano Stratiotosuchus, encontrado no Cretáceo (80 milhões de anos) nos estado de São Paulo
Detalhe de um osso de dinossauro, encontrado em Uberaba, no Triângulo Mineiro
Salão de minerais, rochas e meteoritos


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